DEKRA Road Safety Report 2018: Transporte de Mercadorias

DEKRA Road Safety Report DEKRA Road Safety Report

A DEKRA apresentou o Road Safety Report 2018 cujo tema foi dedicado ao Transporte de Mercadorias. O seminário contou ainda com a participação da ANTRAM e da LASO Transportes, que contribuíram para o debate em torno da segurança e da redução da sinistralidade rodoviária.

Os números relativos aos acidentes ocorridos nos estados membros da UE mostram claramente que os veículos pesados são muito mais seguros do que a sua reputação sugere. No entanto, devido às elevadas massas envolvidas, os acidentes que envolvem veículos pesados com doze toneladas ou mais, acarretam consequências especialmente graves – não só para os condutores dos veículos pesados – mas também, e acima de tudo, para os condutores de veículos ligeiros e para os utentes vulneráveis da estrada, como os peões e os ciclistas.

Nos estados membros da UE, o número de pessoas mortas em acidentes envolvendo veículos com peso superior a 3,5 toneladas caiu de 7.233 em 2006 para 3.848 em 2015 (redução de 47%). “Apesar da tendência de redução do número de vítimas que tem vindo a ser registada ao longo dos últimos 25 anos, é necessário intensificar o esforço para prosseguir essa mesma tendência e convergir com o objectivo definido pela UE de redução do número de vítimas mortais nas estradas. A tecnologia e as condições infraestruturais têm vindo a evoluir significativamente, porém é necessário aumentar o investimento no factor humano, nomeadamente no capítulo da formação e na sensibilização face a comportamentos de risco, como por exemplo o uso do telefone ou de auriculares”, referiu Sandro Campos na apresentação do estudo da DEKRA.

Um dos exemplos apresentados que evidenciam a evolução tecnológica dos veículos ao longo do tempo, consiste num teste comparativo realizado pela DEKRA entre um Mercedes-Benz Actros dos dias de hoje, com o seu antecessor SK, de 1997 (ambos equipados com um semireboque com um peso de 38,5 toneladas) que demonstra a melhoria contínua dos sistemas de travagem nas últimas décadas. O veículo actual imobilizou-se após 41 metros de travagem, quando circulava à velocidade de 80 km/h. O veículo mais antigo, no entanto, ainda circulava a  43 km/h depois de percorrer essa mesma distância e necessitou de mais 16 metros para se imobilizar.

No estudo, foi também salientada a importância da massificação dos sistemas de assistência à condução, nomeadamente os sistemas de travagem de emergência e de sinalização de ângulo morto. Do ponto de vista da DEKRA, os sistemas de assistência à condução constituem um passo efectivo para a concretização da “Visão Zero”, em que ninguém deverá morrer ou ficar gravemente ferido em consequência de acidentes na estada.

Em seguida, Gustavo Paulo Duarte, da ANTRAM, discursou sobre o tema “O Panorama da Segurança nos Transportes”, focando-se na importância da renovação das frotas para veículos dotados de mais tecnologia, do factor humano na segurança, das condições do
veículo e também da via em que circula. O responsável demonstrou de que forma a informação gerada por telemetria pode ser utilizada por forma a reduzir custos e a aumentar a segurança das frotas.

Por fim, Carlos Julião, da LASO, referiu as principais especificidades e soluções que a empresa oferece no que se refere ao transporte especial e apresentou um caso prático de transporte efetuado pela empresa, neste caso o maior transporte realizado em Portugal, relativo ao tema “A Segurança nos Transportes Especiais”.

Saiba mais sobre o "Road Safety Report" aqui.